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Inteligência Emocional no trabalho
Descubra como desenvolvê-la!

A inteligência emocional no trabalho, como diferencial no mercado, vem sendo debatida com mais frequência entre líderes e gestores de RH. Afinal, pessoas emocionalmente inteligentes geram melhores resultados para uma organização.
As habilidades comportamentais ganharam ainda mais relevância em 2020. Segundo dados do IBGE, 33,5 % das empresas em funcionamento afirmaram perceber um efeito negativo no negócio por causa da pandemia de Covid-19.
Neste período marcado por instabilidade nos negócios, o fator humano, que já era fundamental, ganhou ainda mais força.
Não é à toa que o conhecimento técnico tem ocupado o lugar de protagonismo ao lado das emoções. Afinal, um colaborador que não sabe gerir seus sentimentos, por mais que saiba desenvolver suas tarefas, pode gerar resultados negativos.
Se você considera que a inteligência emocional é a chave para a evolução de um negócio, veja a seguir do que se trata esse conceito.
O que é inteligência emocional?
O termo inteligência emocional diz respeito à capacidade de lidar com os próprios sentimentos. Em outras palavras, ele se refere à maneira como administramos medo, felicidade, raiva, estresse, ansiedade, euforia, entre outras sensações.
Além disso, quando falamos em inteligência emocional, estamos nos referindo à habilidade que cada pessoa desenvolve para compreender, não apenas as próprias emoções, mas também as de outros indivíduos.
E é nesse ponto que associamos ao ambiente de trabalho e, mais especificamente, ao RH. Continue a leitura para entender a importância desse conceito dentro de uma empresa.
Importância da inteligência emocional para o ambiente de trabalho
Desenvolver inteligência emocional no trabalho significa gerir conscientemente as emoções e, como consequência, os comportamentos decorrentes das mesmas.
Isso evita, por exemplo, estresse, síndrome de burnout e uma série de problemas psicossomáticos.
Quando reconhecemos nossas emoções e sentimentos, somos capazes de adequá-los a diferentes situações vividas. Além de automotivação, isso gera empatia no trabalho, já que reconhecemos, também, as competências socioemocionais.
Dessa forma, promovemos interações e relacionamentos interpessoais positivos, o que também interfere positivamente no clima organizacional.
Benefícios da inteligência emocional no ambiente profissional
A inteligência emocional consegue facilitar a comunicação entre liderança e liderado. Isso ajuda a desenvolver pontos positivos e a identificar os negativos. Veja a seguir as principais melhorias relacionadas a ela.
Controle emocional
O profissional consegue ter consciência das suas emoções. Com isso, é possível controlar ações, melhorar a intuição e ter mais equilíbrio. Isso contribui para a tomada de decisões assertivas e para o cumprimento de tarefas.
Convívio em grupo
O respeito no trabalho e a empatia são características fundamentais no relacionamento interpessoal. A inteligência emocional ajuda a cultivar esses sentimentos. Afinal, o trabalho em equipe é a chave para o aumento da produtividade.
Redução do estresse e ansiedade
O profissional consegue ponderar suas ações diante de conflitos e pressão. Com isso, a produtividade aumenta e os desafios diminuem.
Menos conflitos
O controle das emoções facilita e reduz barreiras para a compreensão de divergências e busca por melhores formas para fazer uma mediação eficiente de conflitos.
Qual é o papel do RH?
O dia a dia de uma empresa é permeado por processos, tarefas, metas a serem cumpridas, projetos, relatórios, imprevistos, entre outros cenários que demandam inteligência emocional no trabalho.
Por esses motivos, o RH deve auxiliar os profissionais a entenderem suas emoções e a saber como agir em situações de tensão. Saber quais são os pilares da inteligência emocional também é muito importante para esse processo:
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Reconhecimento: Diz respeito à capacidade de distinguir emoções a partir de da linguagem verbal (falas, textos, sons…) e não verbal (gestos, ações, suspiros…);
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Aplicação: Está relacionado à administração de emoções nas falas e ações do dia a dia para se comunicar de forma clara e assertiva com os colaboradores;
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Entendimento: É necessário entender o que pode alterar as emoções no ambiente de trabalho. O profissional deve compreender as variações de humor e suas origens para, então, intervir com mais assertividade e remediar conflitos;
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Coordenação: Trata da gestão das próprias emoções e das emoções da equipe. O ideal é prezar pelo controle da situação e direcionar os colaboradores para um desfecho positivo para todos.
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Passo a passo para desenvolver inteligência emocional no trabalho
A inteligência emocional vem a partir do autoconhecimento. Assim, o colaborador identifica padrões de comportamento e ações que partem da emoção e que, muitas vezes, nem são percebidos. Portanto:
Pratique a autoconsciência
Reconheça e compreenda seus próprios sentimentos e motive os colaboradores a fazerem o mesmo. Pequenos exercícios, como fechar os olhos e analisar a situação são ótimos para a autoconsciência.
Gerencie emoções negativas
Emoções negativas aparecem várias vezes durante o dia. É fundamental entender quais as causas e os males que isso traz para as suas relações interpessoais.
Seja estratégico
O controle emocional deve ser usado de forma estratégica. Evitar atitudes impulsivas é essencial. Assim, você fica no comando e usa a comunicação para fazer com que a equipe esteja em consonância com a cultura da empresa.
Use técnicas de persuasão
Investir na habilidade de persuasão é essencial se você deseja administrar as emoções alheias corretamente. Ao dominar os sentimentos em uma conversa, as chances de conduzi-la a um rumo favorável são grandes.
Vale ressaltar que persuasão não é manipulação. Aqui, são usados argumentos para convencer, levando em consideração as necessidades emocionais da outra pessoa e procurando um acordo que favoreça a ambos.
Seja empático
A empatia é a chave para entender as emoções dos seus colaboradores. Ao se colocar no lugar deles e entender seus sentimentos, angústias e necessidades, você saberá como gerir a inteligência emocional no trabalho.
Ouça atenciosamente
Ouvir as pessoas com atenção auxilia no entendimento profundo de suas emoções. Um bom ouvinte tem grande facilidade para evitar e gerenciar conflitos.
Dito esses pontos, é importante mencionar que relatórios com os comportamentos, motivações e valores da equipe são bem vindos, já que fortalecem a empatia entre os colaboradores.
Se um membro da equipe, por exemplo, é calmo e monótono, ele não precisa se tornar agitado. Mas, ele deve aprender os prós e contras do seu comportamento, aproveitando-os de forma inteligente.
Seis atitudes que pessoas inteligentes tomam todos os dias
Você pode ser popular, talentoso e esperto, mas isso não significa que tenha inteligência. Como conta Marcel Schwantes para a revista Inc., esse é o tipo de sabedoria que começa e termina com caráter, intuição e integridade — e não com QI ou mais conhecimento ou expertise.
Quais escolhas você vê pessoas inteligentes fazendo? Bem, se você é uma delas, você concordaria com Schwantes que as práticas a seguir são comuns no seu dia a dia. O que você acha?
1 – Elas buscam “mentores reversos”
Claro, livros, seminários, aulas e similares ajudam, mas pessoas inteligentes ampliam seu conhecimento para além do campo intelectual. Uma pessoa inteligente também é esperta o suficiente para absorver a sabedoria dos outros, reconhecendo que eles mesmos não sabem de tudo. Schwantes cita, ainda, uma frase inspiradora: se você é o mais inteligente da sala, você está no lugar errado.
Metaforicamente, quem é inteligente se vê como um peixe pequeno no grande lago da vida. Procura estabelecer conexões e compromissos para aprender como fazer coisas novas – e legais. Isso inclui encontrar um mentor reverso. Por anos, pensamos em mentores como pessoas mais velhas e experientes. E isso é apropriado, já que sempre haverá um papel para esse tipo de orientação.
Mas, na era das mídias sociais, pessoas inteligentes estão em vantagem ao aproveitarem para aprender com esses mentores reversos. Eles podem ser jovens e menos experientes, mas sabem tudo de tecnologia e estão familiarizados com terrenos ainda desconhecidos.
Quem é inteligente está aberto a novas ideias, e eleva os relacionamentos com seus mentores reversos a uma estratégia de trabalho. E, se você é um chefe, saiba que, quando gestores procuram ouvir os millennials para obter uma perspectiva mais moderna, a nova geração adora.
2 – Elas tomam cuidado com o que falam
Há um velho ditado que diz: “Palavras satisfazem a mente tanto quanto a fruta o estômago. Uma boa conversa é tão gratificante quanto uma boa colheita”. Muitos conflitos, confusões e desentendimentos vêm das nossas palavras e da forma como nos comunicamos.
Pessoas inteligentes são cuidadosas com o que falam, dão bons conselhos, não se contradizem e querem o melhor para os outros. Quando fazem isso, recebem muito mais em troca.
3 – São autoconscientes
A autoconsciência pode te dizer em quais relações investir e quais pessoas procurar para pedir conselhos. Se eles estão almoçando com alguém que fala mal de outras pessoas, os inteligentes serão suficientemente intuitivos para saber que eles podem ser os próximos dessa lista — então, eles vão embora.
Quem é inteligente tem consciência que as “panelinhas” formadas no trabalho podem levar rapidamente a um ambiente tóxico e, consequentemente, a uma mancha em sua reputação. Os sábios usam a autoconsciência para reconhecer esses campos minados.
4 – São, provavelmente, introvertidos
Se você cresceu sendo aquela criança “esquisita”, quieta, tímida, nerd e ansiosa, é possível que você seja especial e nem saiba disso. Segundo o Gifted Development Center, nos Estados Unidos, 60% das crianças prodígios são introvertidas. Pesquisas mostram também que mais de 75% das pessoas com QI acima de 160 são introvertidas.
5 – São curiosos
Albert Einstein disse uma vez: “Não tenho nenhum talento especial, apenas uma ardente curiosidade”. Segundo estudo da Harvard Business Review, as pessoas com um maior quociente de curiosidade (CQ, na sigla em inglês) têm ideias mais originais, e esse modo de pensar faz com que elas sejam mais capazes de adquirir conhecimento durante a vida. O CQ é “a ferramenta mais moderna para produzir soluções simples para problemas complexos”.
6 – São ouvintes natos
Saber ouvir não é uma das habilidades mais ensinadas na liderança, mas é a mais utilizada. Como apontam estudos, passamos de 70% a 80% de nossos dias em alguma forma de comunicação — e, deste tempo, 45% é gasto ouvindo.
Enquanto muitos presumem que são bons de ouvido, pesquisas confirmam que a maioria de nós não é. Quando você fala com seu chefe, colegas de trabalho ou clientes por 10 minutos, você provavelmente presta atenção a menos da metade da conversa.
Quem é inteligente sabe disso. E aproveita sua habilidade para escutar os outros para resolver problemas, construir laços de confiança e ganhar o coração e a cabeça dos demais.
Fonte: Portal Newtrade
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